A economia digital, impulsionada pela revolução tecnológica, está remodelando a forma como empresas operam em escala global.
As startups, com sua agilidade e inovação, emergem como protagonistas nesse novo cenário, desafiando modelos de negócios tradicionais e redefinindo as fronteiras do comércio internacional.
Neste artigo, analisaremos como as startups brasileiras e alemãs estão moldando o comércio internacional e quais os desafios e oportunidades que encontram nesse contexto.
Continue a leitura e entenda mais sobre o tema.
Brasil x Alemanha: O que é semelhante e o que muda
Tanto o Brasil quanto a Alemanha reconhecem a importância das startups como motor da transformação digital de suas economias.
Aqui, por exemplo, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) cede recursos para apoiar atividades de pesquisa e inovação em empresas e Instituições Científicas e Tecnológicas (ICT’s). Na Alemanha, o governo oferece consultorias para mapear os principais incentivos financeiros disponíveis para diferentes projetos. Assim, empreendedores podem identificar qual programa é mais adequado para seus negócios.
Porém, existem diferenças significativas entre os dois ecossistemas. Confira:
- Potencial de crescimento: Alemanha, com uma história mais longa de investimento em inovação e uma cultura empresarial mais propensa ao risco, possui um ecossistema de startups mais maduro. Por outro lado, o Brasil apresenta um cenário mais dinâmico e com grande potencial de crescimento.
- Fontes de financiamento: Na Alemanha, grandes corporações e fundos de venture capital são os principais investidores, enquanto no Brasil o investimento anjo e o crowdfunding ainda são mais relevantes.
- Regulamentação do setor: A Alemanha possui um marco regulatório mais consolidado. Por outro lado, o Brasil segue buscando aprimorar sua legislação.
Para nós, ainda há um longo caminho a ser trilhado
A política brasileira de transformação digital, com seu foco em aumentar a produtividade, competitividade e níveis de renda e emprego, cria um cenário favorável para a expansão global das startups brasileiras.
Porém, na Alemanha, o incentivo dado pelo governo em Pesquisa e Desenvolvimento mostra abertamente a preocupação com o tema se comparado a países com o Brasil. Prova disso, está nos investimentos destinados à área. De acordo com o IPEA, a Alemanha investiu 2,92% de seu PIB somente para P&D, enquanto o Brasil investiu 1,15%.
Sendo assim, o contraste entre os investimentos em P&D no Brasil e na Alemanha revela um caminho a ser trilhado pelas startups brasileiras.
No futuro do comércio, as startups brilham
O surgimento e crescimento das startups têm revolucionado o comércio internacional. Ao desenvolverem soluções inovadoras e disruptivas, elas estão quebrando barreiras geográficas e acelerando a globalização.
Ao adotar as estratégias adequadas e contar com o apoio do ecossistema empreendedor e do governo, elas podem se tornar protagonistas da economia digital e contribuir para o desenvolvimento de seus respectivos países.